CUIA, COITÉ, CABAÇA: utensílios ancestrais.
- Luiz de Miranda
- 25 de jan.
- 2 min de leitura
Cuia: nome derivado do Tupi. Kuia, que significa recipiente do fruto da cabaceira. Na imagem ao lado, no entanto, vemos uma cuia feita do coco seco, uma estratégia usada pelos indígenas e escravizados em locais onde a cabaceira era uma árvore difícil de se encontrar. Tendo portanto, a mesma função nos rituais de Umbanda, das tradicionais cuias.
Aqui, observamos o coité, ainda verde e preso à arvore. Para servir de utensílio, deve-se esperar madurar (a casca de verde escuro, passa a ficar verde claro amarelado). Tomar cuidado ao extrair a polpa, pois pode causar alergias em pessoas sensíveis às substâncias presentes no fruto.
O fruto é cortado ao meio com um serrote, retirada toda polpa, não deixando nenhum vestígio, a fim de evitar gosto amargo e apodrecimento. Lave com bicarbonato e água. em seguida deixe por alguns minutos de molho em água e vinagre. Escolha um lugar ventilado e deixe os coités vários dias ao sol. Pronto! Já pode ser usado sem nenhuma preocupação.
Aqui, as cabaças, muito conhecidas graças aos indígenas que as utilizavam para vários fins, como : instrumentos musicais, utensílios domésticos, recipientes para armazenar água (cantil) e comida, guardar iscas, resinas e pequenos ítens. Fabricação de chocalhos, os maracás, usados em rituais antes da caça e também para espantar certos animais indesejáveis. Sem contar sua importância na capoeira, onde é usado no berimbau como uma caixa acústica. Para colher a cabaça, deve-se esperar a casca ficar mais amarelada com tons acizentados. Bate-se nela para ver se esá com o som oco (no ponto), e o caule completamente seco. O preparo para um aproveitamento seguro da cabaça requer muita paciência: 1- escolha um lugar ventilado e protegido do sol direto. 2- pendure a cabaça com a parte inferior para baixo. 3- aguarde de três a seis meses para a secagem completa. 4- verifique regularmente sinais de mofo. Depois de seca, passa-se para o processo de limpeza: 1- remova a casca externa com uma lixa ou faca. 2- lave com água e sabão neutro. 3- desinfete com solução de álcool. 4- seque completamente à sombra. Dependendo do destino que você vai dar para o uso da cabaça, vai precicar abrir com uma serra pequena, retire todas as sementes e a polpa com uma colher. Limpe bem com um pano. Para selar e evitar mofos passe na parte interna, uma mistura de cera de abelha e óleo mineral. Deixe secar e está pronta para o uso.
E assim, através de seus ritos, rituais, cantigas e objetos sagrados a Umbanda vai contando a nossa história, resgatando o passado, fortalecendo o presente e lançando luz ao futuro.
Saravá, saravá, axé!







E nesse momento que a gente ver que nem um "copo" e só um "copo" Eu amo a umbanda até nos detalhes mais simples nos reconecta com a nossa ancestralidade.