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Kalunga ou Calunga ?

  • Foto do escritor: Luiz de Miranda
    Luiz de Miranda
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura
Homem negro vendo seus irmãos sendo levados pelas embarcações europeias

É sabido que muitos, muitos foram os homens e mulheres trazidos para o Brasil na condição de escravos. Os primeiros que aqui chegaram, no ano de 1530, eram de origem bantu (Angola, Congo), e cada tribo falava uma língua, o que dificulta uma fiel tradução de certas palavras, como no caso de Kalunga ou Calunga. Alguns pesquisadores e estudiosos dizem que as duas maneiras de escrita estão corretas, tanto com K ou C.

No entanto, é importante ressaltar aqui o termo Kalunga (com K), que se refere a uma Comunidade Quilombola do Nordeste de Goiás. Já Calunga com C, está relacionada ao mar, que na Umbanda é chamado de Calunga Grande, remetendo a ideia da travessia dos escravizados pelo Oceano Atlântico, onde muitos negros sucumbiam à dor e à fome, tendo seus corpos lançados ao mar. Nesse contexto, os nossos antepassados entendiam que o mar, na realidade, era um grande cemitério de corpos, onde as almas eram resgatadas por Iemanjá, que as mantinham livres a fim de levar ao novo mundo tudo que hoje sabemos sobre os Orixás. A morte nunca foi um tabu para os nossos mais velhos, eles sabiam que tudo era um processo necessário para o crescimento e renovação. Sofreram, sofreram muito. Mas, não desistiram de seus Orixás, que consequentemente, garantiram através de todo aquele sofrimento, a liberdade de culto que hoje é garantida às religiões afro-brasileiras.

Já, a chamada Calunga Pequena, se refere ao cemitério, onde nossos corpos são entregues a Omolu, para que através do processo de decomposição natural, devolva à terra os nutrientes para que outros corpos sejam formados. Atotô!

Na Calunga pequena, se fazem presentes espíritos que são ligados ao processo da liberação da alma, no momento do enterro. Essas Entidades, são chamadas Calungas. Como por exemplo: Exu Calunga, detentor dos fundamentos e segredos da morte. Tal qual, os Pretos-velhos (a) que também são conhecidos por Calungas, devido so seu grau de sabedoria e conhecimentos em magias e feitiços.

Logo, entendemos que tanto Calunga como Kalunga são nomes que nos remetem tanto a um povo que lutou por nós, como também aos reinos que recebem nossos corpos e almas. Kalunga povo: raça, coragem, resiliência, sabedoria... Calunga reinos: amparo, proteção, acolhimento, transformação.




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katrinacha.vez.52.0.2
há 3 dias

79KING mình thấy bạn bè nhắc hoài nên tiện tay vào thử cho biết thôi. Không phải kiểu ngồi đọc kỹ hay trải nghiệm gì đâu, mình chỉ lướt nhanh xem họ làm giao diện ra sao. Ấn tượng đầu là trang nhìn sáng sủa, khoảng trống vừa đủ nên không bị rối mắt. Mấy phần thông tin được chia thành từng khối rõ ràng, nhìn qua là biết đang ở mục nào chứ không phải kéo xuống rồi đoán. Mình cũng thích cái menu đặt khá dễ thấy, bấm qua lại giữa các mục nhanh, không phải vòng vèo nhiều bước. Nói chung ai tò mò cấu trúc trang như mình thì vào vài phút là nắm được, vì…

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bentiecesav.a.ge54.62
há 3 dias

https://sc88ad.com/ mình ghé thử vì thấy bạn bè nói qua, kiểu vào xem giao diện thôi chứ chưa có ý định làm gì nhiều. Cảm giác đầu tiên là trang tải khá nhanh, nhìn sạch sẽ, các khối nội dung tách ra rõ nên lướt không bị “ngợp”. Mình thích mấy tiêu đề/heading đặt nổi bật, đọc phát là biết đang ở phần nào. Có cả mục FAQ nên ai mới vào chắc đỡ phải mò, mình bấm thử vài chỗ thấy thông tin trả lời trình bày gọn, không dài dòng. Trên điện thoại thì cuộn và chuyển mục cũng ổn, không bị giật lag khó chịu. Nói chung mình chỉ xem cách họ sắp xếp nội dung, và…

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giecphangqua.n.h.g.h.u.n.g
09 de jul.

XX88 mình mới ghé thử vì thấy bạn bè nhắc hoài, chủ yếu tò mò giao diện chứ không định ngồi nghiên cứu gì sâu. Vừa vào là thấy họ chia nội dung theo kiểu khối rõ ràng, nhìn lướt cũng biết mình đang ở mục nào, không bị rối mắt. Mình thích nhất là phần thể thao được gom gọn, kéo xuống vẫn giữ bố cục đều tay nên đỡ phải bấm qua lại nhiều. Chữ nghĩa vừa đủ, không kiểu nhét một đống thông tin vào một chỗ làm mình ngại đọc. Mấy tiêu đề trên trang đặt khá “đúng chỗ”, nên mình chỉ cần lướt theo heading là ra đúng khu mình cần, nhất là đoạn chia…

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jennysilva3.2.3.12
02 de jul.

ball88.art mình thấy bạn bè nhắc hoài nên lướt thử cho biết chứ cũng không định ngồi đọc kỹ. Vừa vào cái là thấy giao diện khá dễ thở, không nhồi chữ dày đặc nên nhìn đỡ mệt mắt. Mình thích nhất là cách họ chia nội dung thành từng khối rõ ràng, kéo xuống tới đâu biết tới đó, không bị rối. Có mấy chỗ họ để thông tin theo dạng bảng cột nên liếc qua là hiểu ý chính luôn, khỏi phải đọc nguyên đoạn dài. Menu thì nằm chỗ dễ thấy nên bấm qua lại vài mục cũng nhanh, không phải tìm vòng vòng. Nói chung mình chỉ lướt tầm vài phút thôi mà vẫn nắm được…

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elsiebre.we.r1.6.921
27 de jun.

keonhacai5.ws dạo này thấy bạn bè nhắc hoài nên mình cũng ghé thử cho biết, chủ yếu xem giao diện có dễ nhìn không chứ không đọc kỹ. Vào cái là thấy trang làm khá thoáng, chữ không bị nhồi nhét nên mắt đỡ mệt. Mình thích nhất là cách họ chia nội dung thành từng khối rõ ràng, nhìn lướt một vòng là biết nên bấm chỗ nào, không phải kéo lên kéo xuống tìm hoài. Mấy thông tin quan trọng cũng được trình bày gọn theo kiểu bảng cột nên liếc nhanh vẫn nắm được ý, không bị rối. Menu đặt khá dễ thấy nên chuyển qua lại vài mục cũng tiện, cảm giác dùng tự nhiên chứ…

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SUA FÉ É RESPEITADA?

          No ano de 1990, meses antes de perder sua irmã de 29 anos de idade para um adenocarcinoma no mediastino, o Pai no Santo passa por uma experiência extremamente desagradável e revoltante, que bem retrata o racismo religioso no Brasil. Isso aconteceu no Iaserj, um hospital para os servidores do Estado do Rio de Janeiro. Era por volta das dezesseis horas. Enquanto acompanhante da irmã, ele decide ir tomar café num bar próximo ao hospital e retorna vinte minutos depois. Tempo que foi suficiente para um pastor entrar no quarto e oferecer uma oração. Voltando então do seu café, ele encontra a irmã que já vinha extremamente debilitada por conta da doença, agora, com semblante ainda mais triste e constrangido. Ele então procura levar palavras de consolo e ânimo, ao que ela responde: “_ Meu irmão, por favor, não quero que esse tipo de religioso venha fazer oração pra mim.” Ele de imediato, pergunta:  “_ O que houve?” Ela então relata o ocorrido: “_ Quando você saiu para tomar seu café, um homem de terno se apresentou como pastor da igreja universal e me perguntou se podia fazer uma oração pra mim, Como ele parecia ser uma boa pessoa e foi muito educado, eu disse que sim. Ele fez a oração, pediu pela minha saúde, e em seguida me perguntou se eu aceitava Jesus Cristo como salvador, e eu respondi que sim. Ele então disse que a partir daquele momento eu estava curada. Só que ele então perguntou qual era minha religião, o que eu respondi, que era espírita. Então ele me disse que eu teria que renegar minha religião. Eu disse que não, jamais iria renegar minha fé. Daí ele falou que infelizmente o câncer voltaria e me levaria pros braços da morte. Eu disse a ele que preferia morrer, a ter que conviver com cristãos como ele. Não quero irmão, não quero esse tipo de gente fazendo oração pra mim.”

            Em outra ocasião, anos depois, o racismo e a intolerância religiosa voltam a atacar o Pai no Santo. Dessa vez, no Hospital Regional Darci Vargas, em Rio Bonito. Indo visitar um Filho de Santo na Unidade Intensiva, o Pai no Santo se depara com uma senhora que estava ao lado do leito de seu filho perguntando se podia fazer uma oração. Como o doente estava sob efeito de fortes medicamentos, não tinha condições de responder; o que fez com que a mulher iniciasse a sua oração. Em voz alta e de tom feroz, ela dizia: “ _ Em nome do Senhor Jesus eu expulso os demônios de Pombagira, Exu, Ogum e todos os demônios dos tambores, das encruzilhadas... .” quando então foi interrompida pelo Pai de Santo; gerando na mulher um comportamento agressivo e ameaçador. Dizia ela, agora em tom mais elevado de voz: “_ Você não pode querer calar a voz de uma ministra de Deus. Seus demônios serão jogados por terra... .” quando então o Pai no Santo pediu ao funcionário responsável pela vigilância da Unidade, que retirasse a mulher do ambiente. No que foi prontamente atendido.

            Esses são dois exemplos dos milhares de outros que acontecem todos os dias, atingindo seguidores das religiões de matriz afro-brasileira. E não é à toa, afinal, não faltam umbandistas que se silenciam diante de tais fatos, e como se não bastasse o silêncio, ainda permitem que seguidores de outras religiões lhes imponham sua fé como sendo superior as demais.

            O Umbandista de fato, sabe sua origem, conhece seus Santos, suas rezas, seus cantos e louvores. Não é de hoje que a Umbanda se livrou do peso do sincretismo, dos santos que nunca foram seus, dos ritos e rituais que nunca lhes pertenceram. O Umbandista de fato, sabe a quem recorrer nas horas de aflição e desespero, e não precisa que outro religioso venha em seu socorro para rezar ou orar. Sim, não precisa! Sabe por quê? Porque o Umbandista sabe que aquela pessoa não está oferecendo uma oração para aliviar teu sofrimento. De forma dissimulada, ela quer que o Umbandista negue sua religiosidade, abandone seus Guias e Orixás. Como pode uma pessoa que frequentemente está na igreja ouvindo e dando glórias a voz de um padre ou pastor, e que não mede palavras para demonizar a Umbanda, orar por quem é Umbandista? De que vale uma oração que sai da mesma boca que chama nossos Santos de demônios?

            O Umbandista de fato, sabe o poder de seus Santos, o sangue que derramaram, o suor sofrido e causticante ardendo na pele preta, o fogo impiedoso das fogueiras da inquisição, a lâmina cortante e afiada das guilhotinas. O Umbandista de fato, sabe que seus ancestrais e antepassados morreram para garantir a liberdade aos seus  descendentes. Trazidos à força e amontoados nos navios negreiros, chegam ao Brasil e são obrigados a se batizarem do lado de fora das Igrejas, porque de acordo com as interpretações bíblicas, o preto era um ser sem alma, amaldiçoado...

            Quando um Umbandista respeita outras manifestações religiosas, não quer dizer que ele tenha que se subjugar. Os Santos da Umbanda também têm suas histórias, sua cultura, suas bênçãos e seus poderes.

            Seu Orixá está vivo e pulsante em você. Não deixe que o matem!

                                                                                                   (Luiz de Miranda-Pai no Santo)

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